a rã de Bashô, que será que
ele acho(u)?
o sal dos oceanos,
será, meu Deus, a lágrima
o sal dos oceanos,
será, meu Deus, a lágrima
do peixe?
eu olho a formiga,
e ela nem liga, passa e se
eu olho a formiga,
e ela nem liga, passa e se
equilibra.
espicha-se toda
a lagartixa, e devora a
espicha-se toda
a lagartixa, e devora a
barata viva.
o que te importa
é a cor da epiderme? saibas, será
o que te importa
é a cor da epiderme? saibas, será
banquete de verme!
digo em verdade
brincar a síntese do verso
é a maior liberdade
costurar no haicai
a etnia afro-ancestral brasileira
com o advento oriental
não se esgota a mágoa
por seu jeito torto de me amar
toda ausência
inerte me desfaço
agito alguma arte e me refaço
envelhecendo
"belo o boi no pasto",
mas belo? o que importa não é
digo em verdade
brincar a síntese do verso
é a maior liberdade
costurar no haicai
a etnia afro-ancestral brasileira
com o advento oriental
não se esgota a mágoa
por seu jeito torto de me amar
toda ausência
inerte me desfaço
agito alguma arte e me refaço
envelhecendo
"belo o boi no pasto",
mas belo? o que importa não é
o boi no prato?...
haicai suburbano:
pega o ônibus, do trem desponga,
vive meio desengano.
digo com apreço,
tens amor por dinheiro? na sepultura
terás apenas esqueleto!
castiga a fome
devora a alegria da criança
que há dias não come
abjeto salário,
por que não tenta o patrão
viver como operário?
diverte-se o vento
num desmaiar em teus braços,
corpo em movimento.
desejo teu corpo intenso
mas tenho apenas o peito imenso
e a utopia d'esperar-te
quão bonito canto
de dor... profundo lamento
do sapo-cururu
conta-me sabiá,
onde construiste o lar seguro,
no pé de jacarandá?
ENIGMA
sr. peixe, pergunto:
no fundo do mar, como dormes
haicai suburbano:
pega o ônibus, do trem desponga,
vive meio desengano.
digo com apreço,
tens amor por dinheiro? na sepultura
terás apenas esqueleto!
castiga a fome
devora a alegria da criança
que há dias não come
abjeto salário,
por que não tenta o patrão
viver como operário?
diverte-se o vento
num desmaiar em teus braços,
corpo em movimento.
desejo teu corpo intenso
mas tenho apenas o peito imenso
e a utopia d'esperar-te
quão bonito canto
de dor... profundo lamento
do sapo-cururu
conta-me sabiá,
onde construiste o lar seguro,
no pé de jacarandá?
ENIGMA
sr. peixe, pergunto:
no fundo do mar, como dormes
sem deitar?
A GALINHA
no manso murmúrio
do rio, a galinha, rente à margem,
A GALINHA
no manso murmúrio
do rio, a galinha, rente à margem,
dormiu.
INVERNO
bicho de pelúcia,
no denso frio da invernada:
criança agasalhada.
PRIMAVERA
brota a primavera,
num desabrochar devagarinho...
- gorjeia passarinho!
AMOR MENINO
hoje vejo com
ternura, toda a tola inocência
dos bilhetes de amor.
MANHÃ
vendaval imenso,
que revirou, imenso drama:
mexeu toda a cama!
DEPOIS DA CHUVA
flutua deslumbrante
INVERNO
bicho de pelúcia,
no denso frio da invernada:
criança agasalhada.
PRIMAVERA
brota a primavera,
num desabrochar devagarinho...
- gorjeia passarinho!
AMOR MENINO
hoje vejo com
ternura, toda a tola inocência
dos bilhetes de amor.
MANHÃ
vendaval imenso,
que revirou, imenso drama:
mexeu toda a cama!
DEPOIS DA CHUVA
flutua deslumbrante
a lua no asfalto sob meus pés,
sigo por esta rua.
FLORES DE ABRIL
finda as flores de abril,
pelas brandas mãos do outono.
- a última pétala caiu...
2011- 2012- 2013- 2018- 2019
.
sigo por esta rua.
FLORES DE ABRIL
finda as flores de abril,
pelas brandas mãos do outono.
- a última pétala caiu...
2011- 2012- 2013- 2018- 2019
.
Pedacinho de amor
ResponderExcluirEm cada verso
Desses haicais!
Bravo meu querido poeta!