onde liberto da servidão cotidiana
exerço o direito à expressão
e passo a ter voz ativa
que protesta por um lugar ao sol
antes negado
usurpado a mãos de aço pelo opressor
protesta por "chega!"
ao assassinato e encarceramento
de tanto irmão
protesta por direito à minha crença
sem sofrer violência
ou discriminação de qualquer ordem
por meus direitos fundamentais
direito de ser negro
sem ser oprimido subjulgado ou relegado
à categoria de casta inferior
direito de escolher
onde e como vou construir e usufluir
de minha vida
e escrever o exercício
de minha cidadania como quem ama
o mocambo onde habita
e abre a porta para a manhã
entrar toda azul.
Agos- 2025
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