a Oliveira Silveira em memória
de cor mista afro singular
da terra de Rosário do Sul, Touro-Passos,
na Serra do Caverá.
rascunha ao pé da folha,
a forte punho negro rebusca a língua,
desdobra o verso,
ecos de tambor, cantar.
cantou de Palmares
à cultura popular,
dos trabalhadores aos orixás.
e no banzo da gente negra também foi África.
o mundo está na extensão de sua obra
legítima consciência negra.
poeta negro misto,
rabisco no solo brasileiro
rebentando em arte, vistoso baobá.
messageiro exu bará.
quem dera fosse meu este estro poeta.
tramando a sua próxima
nos braços
de Oxalá.
Jul- 2025