a Oliveira Silveira in memoriam
pois é,
poeta de Touro-Passo,
universal, rabisco no solo brasileiro rebentando em arte.
a notícia do seu trabalho chegou ao Brasil
profundo, fertilizou a terra estéril,
e as sementes de potência que você desentranhou
(Palmares e outros poemas), germinaram
uma conciência. a mensagem
está trasmitida,
valeu a inspiração e transpiração
dos muitos anos, trago a peso de ouro
cada vírgula pensada,
e os caminhos que você trilhou, desbravando
a floresta imensa, já consigo enxergar.
e quem sabe um dia,
ao sabor da vontade de Oxalá,
em algum tempo,
eu também consiga trilhar. legítima
conciência negra, escrita
afro-brasileira.
e vou deixando por estas linhas,
ao sabor da vontade de Oxalá,
tudo que aprendi das suas palavras
de cor mista afro singular
da terra de Rosário do Sul, Touro-Passos,
na Serra do Caverá.
rascunha ao pé da folha,
a forte punho negro rebusca a língua,
desdobra o verso
Ecos de tambor, Poema.
cantou de Palmares
à cultura popular,
dos trabalhadores aos orixás.
e no banzo da gente negra também foi África.
o mundo está na extensão de sua obra
legítima consciência negra.
poeta negro misto,
rabisco no solo brasileiro
rebentando em arte, vistoso baobá.
menssageiro Exu Bará.
quem dera fosse meu este estro Poeta.
tramando a sua próxima
nos braços de Oxalá.
Jul- 2025
Nenhum comentário:
Postar um comentário