de bocas mudas na órbita do beijo?
o acervo inesgotável
de nosso querer
e cais do porto de nossas peles a noite inacessível
desenha um tempo incontornável
não são de cepo ou grilhões os nossos elos
é de sambas e blues
o ritmo de nossa cópula
uma África livre de mando
corpos a transcenderem os fatos
lençois ao vento
de nossa íntima
tempestade.
Set- 2025