que não contempla meu corpo negro
minha pele imersa nas trevas
quando invisto em livrar-me de estigmas
legados a mim por um pacto
obscuro
fronteiras de quintais invadidas
mares sangrentos de um macabro mercado
de necrópole das marés às margens do mundo
eu digo irmão:
não há perdão no vale atrás das montanhas
lá onde todos plantam e colhem e comem
idealizam constroem e moram
sofrem alegram-se e amam
em comunhão com a branca manhã
que rompe feliz
entre as grades do peito
coração quilombo.
Set- 2025
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