terça-feira, 7 de outubro de 2025

Nos corredores da noite

esta carne nada vale amor
no entanto este desejo não arrefece
da tua boca úmida 
do teu corpo quente
e o que posso fazer são versos
enquanto a noite acentua
este alarido de paredes de senzala
e seus gemidos de dor
já procurei além da noite 
noite que fere qual ferro na carne
mas encontrei uma voz
de medo ou indiferença nos teus olhos
a gritar solidão
o verme virá comer em horas mudas
tudo que pensei para nós
e na garganta do verme estará o verbo
mais a luz de teu nome
a lhe obstruir o ar
só então estarei satisfeito
porque estará tudo acabado 
               para sempre.

                          Out- 2025

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