sábado, 25 de outubro de 2025

Pela janela do trem

e essa noite de estrelas 
apagadas pairando nos rincões
da metrópole...

num sopro inerte 
feito monumento à miséria 
dos desgraçados
do mundo, 
a favela equilibra-se.

o que é a noite por lá?
as janelas dos barracos trocando
fios de conversa de porões...

o amor esquálido
de uma mãe repleta de culpa...
a pouca paz entre os
becos, uma ferida imensa
que não cura!?

e os sofisticados 
nós nas gravatas do poder, vizinhos,
pesando sobre esta dor...

                Out- 2025

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