terça-feira, 21 de outubro de 2025

Poe mar

tirar da palavra o sumo
o somos negros
da palavra cheia de ginga escorregada 
da memória
do aprendido em velhos cadernos de infância
dos livros lidos na madrugada
palavra que dialética pousa na noite insone
duma folha em branco.

e nos becos desta noite 
desesperadamente grande
penetrar mudamente na nudez de cada verso 
e extrair o rumo dos passos desta raça
tão acostumada a curvar-se
diante do rei

                       Out- 2025

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