quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Um estranho

por justiça para meu povo eu brigo
e brigo cotidianamente como os que brigam
por um prato de comida cotidianamente
e uma briga das mais duras posto que com palavras
                          no entanto brigo
e dou a vida por esta briga
dou a vida
mas sou um estranho
           um estranho em minha própria terra
do que vale a palavra dum poeta? 
não apenas dum poeta desta pátria devastada
        mas dum poeta negro desta pátria?
como um Jesus negro é estranho
aos olhos até do mais negro dos homens de cor
                      eu sou um estranho
e é estranha simplesmente a minha negritude
e mais estranha esta negritude é.
                         é estranha minha negritude.
e mais estranha brigando com palavras por justiça 
ao povo negro desta terra.

                          Out- 2025

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