segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Carapinha sim

é carapinha sim
e ainda exigir do poema o desnudar da verdade, 
pentear de ginga a estética,
pés no chão de terra do dia a dia
driblando as pedras, 


trançando arte





a sua cabeleira afro,
exibida em livre elegância,
é a força que atesta e traduz 
a sua negritude íntegra,
corte de exclusiva sedução
do puro orgulho 
carapinha...
desfila negra, desfila,
o rico teor da sua beleza,
traz suavidade às ruas ásperas
da São Paulo degradada,
e de caráter racista!
mostra a toda essa gente
o valor da crespa natureza,
em fios de verdade —
insubordinada.

                    Jul-2026

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